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TODOS OS DORAMAS BL JAPONESES (LISTA)

Lista de todos os doramas BL lançados no Japão, com suas respectivas datas de estreia. Os que tiverem entrevistas com os atores traduzidas a...

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

ENTREVISTA: INOUE SORA E KOMIYA RIO FALAM SOBRE EIEN NO KINŌ (ETERNAL YESTERDAY)


Entrevista com os atores de Eien no Kinō. Esse BL é o quarto da faixa Dorama Shower, parceria da MBS com a KADOKAWA, e foi exibido entre outubro e dezembro de 2022. A história é muito, muito bonita. É o tipo de enredo que mostra como os BLs em geral podem (e devem, eu acrescentaria) ir muito além do convencional, do básico. Não sei o quanto ele foi visto, mas desconfio que pouco, até por não ter um final feliz. Se as histórias são tristes, o público de BL tende a rejeitar.

Enfim, o artigo original – em japonês – está neste link do site Otajo, sobre o qual já falei antes (eles não tinham do dorama anterior, não sei o porquê, mas deste tinham). As fotos são todas de lá, porém há várias outras. É só clicar para ver o ensaio completo. O nome da fotógrafa é Soga Mime.

 

O brilho radiante de Komiya Rio fez Inoue Sora sentir-se jovem novamente!? Na cena de beijo, “o nervosismo entrelaçou-se com a realidade” – Entrevista com ensaio fotográfico para o dorama BL Eien no Kinō

 

Entregamos para vocês uma entrevista com ensaio fotográfico dos protagonistas Komiya Rio e Inoue Sora do dorama Eien no Kinō, baseado no romance BL que causa um choro inevitável escrito por Eda Yūri, atualmente em exibição todas as quintas-feiras de madrugada, sendo a quarta obra em colaboração da faixa Dorama Shower da MBS com o selo de doramas BL Tunku, administrado pela KADOKAWA.

“Naquela manhã, Kōichi, em um piscar de olhos, voou pelo espaço...”

Kōichi, um garoto alegre que é um dos populares da classe, e Mitsuru, um estudante talentoso que não é muito bom em lidar com os outros. Esses dois estudantes do Ensino Médio, por terem personalidades completamente opostas, sentem uma forte atração um pelo outro.

Entretanto, um dia, sob os olhos de Mitsuru, Kōichi sofre um acidente.

Nesse local, este Kōichi que se levanta e dá risada como sempre está de fato vivo, porém seus colegas de classe vão gradualmente começando a esquecer sua existência!? Esta é uma história de amor juvenil que fará vocês se debulharem em lágrimas vendo esses dois se esforçando ao máximo para iluminar o tempo limitado que resta até que Kōichi desapareça.

Komiya Rio interpreta Yamada Kōichi, o estudante alegre e popular que acaba de repente tendo o infortúnio de sofrer um acidente de carro, e Inoue Sora interpreta Ōmi Mitsuru, o aluno talentoso com dificuldades de socialização.

Nós perguntamos a Komiya e a Inoue sobre os pontos de destaque do dorama e sobre suas impressões um do outro!

 

Inoue Sora e Komiya Rio

A mudança para uma atuação realista “Ali eu fui completamente Kōichi, e não Komiya Rio”

 

– Contem-nos suas impressões sobre a obra original e seus sentimentos quando ficou decidido que iriam atuar no dorama.

 

Inoue: Tanto quando li o romance e o roteiro, quanto quando atuei de fato, achei esta uma obra extremamente bela e pura. O Mitsuru é um personagem que tem muitos pensamentos escondidos dentro de si e eu também achei que nós tínhamos alguns pontos em comum, então quis tentar interpretá-lo.

 

Komiya: É uma obra a qual brilha mesmo entre os BLs, ou melhor, eu tive a impressão de que, dentre os trabalhos nos quais coloquei minhas mãos até hoje, ela tinha uma atmosfera completamente diferente. Li várias vezes a obra original e, desde o momento da leitura do roteiro, nós ensaiamos muito. Eu atuei no dorama anterior exibido nesta faixa, Takara-kun to Amagi-kun, e acho que Eien tem uma beleza bem diferente dela, e conseguir participar desta obra é algo que me deixou extremamente feliz.

O Kōichi também tem uma parte dentro de si que normalmente não mostra em seu rosto e, conforme a história entra na metade final, isso vai rapidamente ficando mais claro. Isso também faz parte do seu charme e eu estava ansioso para interpretá-lo.

 

– Há algo que vocês mantiveram em mente ao atuar?

 

Inoue: O Mitsuru é um personagem introvertido, que não tenta comunicar-se com os outros, e há muito mais pensamentos que ele esconde dentro de si do que outras pessoas o fazem. Como eu achei que isso se refletiria em sua postura sentado, em pé e em seu olhar, atuei com isso em mente enquanto dialogava com o diretor.

Quando li pela primeira vez o roteiro, fiquei com a impressão de que ele era completamente diferente de mim. E quando chegou a hora de interpretá-lo, achei que, se não fizesse assim, ele não ficaria bem construído. Conversei isso com o diretor, perguntando qual imagem ele tinha do personagem e fui comparando e ajustando as coisas.

 

Komiya: Eu não sou tão animado quanto meu personagem, ou melhor, sou do tipo que, mesmo na vida privada, não costuma falar muito, e o Kōichi, além de tomar a iniciativa e perguntar ao Micchan (Mitsuru) se ele não gostaria de ser seu amigo, é também o centro das atenções em sua classe, a chamada “personalidade viva”, então esse aspecto é diferente de mim e fiquei sofrendo sem saber como atuar. No ponto inicial, pensei que deveria tomar cuidado com essa diferença entre o meu ânimo e o dele.

Há uma cena em que vamos fazer acampamento e nela ele grita e fica fazendo festa no mar. Isso eu também interpretei levantando minha animação a um ponto quase inimaginável por mim (risos). É completamente diferente do meu eu de sempre (risos). Mas acho que consegui fazê-lo me divertindo.

 


– E qual parte foi difícil?

 

Inoue: A parte mais difícil foi, como esperado, a atitude mental ao abordar um BL. Como o foco do amor de alguém varia de pessoa para pessoa, há muitas coisas que eu não entendo pelas experiências que tive até agora. Tive dificuldades nessa parte de abordar um BL.

 

Komiya: Comigo foi a mesma coisa: a mentalidade em relação a BLs, ou melhor, como eu nunca me apaixonei por um homem, comecei primeiro por perguntar a pessoas amigas minhas que gostam de BL ou gostam de fato de homens. Na hora de construir os sentimentos, primeiramente eu passei a gostar do Sora enquanto pessoa e dali passei para o Micchan. Durante as gravações, eu realmente me apaixonei pelo Micchan e estava, como um todo, desde o começo, querendo mostrar esse sentimento de gostar dele e querer cuidar dele. Então essa parte em si, mais do que difícil, foi algo conseguido naturalmente por passarmos longas horas juntos.

Como estamos na época da diversidade, através de minha interpretação do Kōichi nesta obra, creio que também foi bom eu conseguir absorver esses valores dentro de mim e acho que, enquanto experiência de vida, consegui dar um grande passo adiante.

 


– Qual a impressão de vocês sobre a direção de Kobayashi Keiichi?

 

Inoue: Ele é um diretor que valoriza cada pequeno detalhe das palavras, pedindo-nos para tentar dizer as falas de formas diferentes e assim nós também conseguimos perceber bem como há outros sentidos nelas. Além disso, ele nos guiava de forma extremamente meticulosa quanto aos movimentos, sem nos forçar. Como ele também nos ensinava todo o processo mental o qual o fez pensar dessa forma, ficava fácil de fazer. A forma dele dirigir é aproximando-se adequadamente de nós, ouvindo a nossa opinião também e comparando-a e ajustando-a com a dele para assim conseguir dar uma resposta, então nós conseguimos construir juntos. Por isso, para mim esta foi uma gravação na qual me foram ensinados vários métodos e eu aprendi bastante.

 

Komiya: Eu sempre apareci em Tokusatsu e o tipo de atuação é diferente. É uma “interpretação de Tokusatsu”, ou melhor, a reação deve ser mais exagerada, há mais movimentação – para ficar mais fácil de crianças entenderem, eu fazia esse tipo de atuação, porém isso se enraizou em mim e este mau hábito acabava aparecendo naturalmente. O diretor corrigiu esse aspecto e me deu sugestões e conselhos adequados, por isso senti que ele me salvou muito.

Como havia muitas coisas que eu não sabia, ele me dava sugestões, ao atuar de fato e checar o resultado das imagens na tela, fiquei fixado neste formato, ou melhor, o realismo surgiu naturalmente. Repetindo esse processo várias vezes, meu mau hábito de até então sumiu rapidamente. Como eu mesmo senti em minha própria pele que consegui atuar de maneira mais realista do que antes de começar as gravações deste dorama, achei realmente bom que conseguíssemos fazer este trabalho juntos. Ele é um diretor que me permitiu estudar me divertindo a construção em conjunto dessa obra.

 

– Sua atuação mudou a ponto de você mesmo perceber a diferença entre o antes e depois de começar a trabalhar com essa obra?

 

Komiya: A forma de atuar, de distribuir o olhar, de se mover, claro, são coisas que variam de acordo com os personagens de cada obra, porém há de se esperar que o Komiya Rio esteja na base de tudo. Mas neste Eien no Kinō penso que não há nenhum pouco disso e me tornei o Kōichi completamente.

 

– Para você essa é uma obra de grande significado, né?

 

Komiya: Verdade. Fico feliz por ter conseguido fazer o Kōichi.

 


– Eu tive a oportunidade de entrevistá-lo na época do lançamento do longa-metragem de Mashin Sentai Kirameijā e tenho a impressão que você ficou ainda mais adulto com suas atividades recentes.

 

Komiya: Como é de se esperar, ele me tornou mais adulto... Opa! (risos).

 

Inoue: Espera lá! (Porque o Komiya está brincando) Eu vou embora...

 

Komiya: A nossa relação de sempre apareceu agora, né (risos)? Nós nos reencontramos hoje depois de muito tempo. A última vez que nos vimos foi durante o Tokyo Girls Collection e na época também estávamos assim, mas para que nós nos encontremos é preciso abrir um espaço nas agendas!

 

– Inoue, você sentiu a luminosidade do Komiya?

 

Inoue: Senti! Sim!

 

Komiya: Espere! Você não dirá nada além disso?

 

Inoue: É porque você está me olhando com olhos extremamente brilhantes... (Risos)

 

Komiya: Ei (Risos)!

 

Inoue: Eu senti que ele é extremamente jovial.

 


– Como vocês estão se chamando?

 

Inoue: Eu o chamo de Rio.

 

Komiya: No começo, eu o chamava polidamente de Inoue-san, depois, Sora-kun e, por fim, acabou virando Sora-chan (risos).

 

– Em que momento das gravações essa mudança ocorreu?

 

Inoue: Huum, eu não lembro. Acho que logo quando as gravações começaram já, né?

 

Komiya: Sim, porque já estava na forma final.

 

– Vocês combinaram logo de não usar o tratamento formal?

 

Inoue: Quando fizemos a leitura do roteiro. Como os personagens tinham a mesma idade, achei que ficaria difícil ficar trocando de formal para informal.

 

Komiya: Fiquei muito feliz por ele ter dito isso e foi mais fácil de fazer mesmo.

 

– Esta foi a primeira vez que vocês atuaram juntos. Qual a impressão que tiveram um do outro?

 

Komiya: Eu já atuei no passado com atores que haviam trabalhado com o Sora, portanto nós temos muitos conhecidos em comum, então eu tinha ciência da existência dele em si. Por isso, embora eu não soubesse que tipo de pessoa ele era, fiquei com a sensação de que finalmente havia conseguido conhecê-lo. Quanto à impressão, tenho a sensação de que não tínhamos pensado em nada antes de nos conhecermos, né?

 

Inoue: Ah, é (risos).

 

Komiya: Mas, como é de se esperar, ele parece um irmão mais velho! Na hora de trabalharmos juntos, desde o ponto em que fizemos a leitura de roteiros, ele tomou a iniciativa e me deu conselhos e eu devo muito a ele. É essa imagem de irmão mais velho.

 

Inoue: O Rio inegavelmente passa a impressão de alguém jovial. Nós temos uma diferença de idade de quatro anos. Eu tendo 24 e ele 20, na minha percepção é uma diferença considerável. Por isso, bem, falar que ele realmente é jovial e está vivendo alegremente é estranho, mas ele é extremamente luminoso e passa uma impressão cintilante.

 

– De onde você sentiu essa jovialidade?

 

Inoue: Dos olhos dele. Quando nós nos encontramos pela primeira vez, já vi que ele era extremamente jovial e pensei “Ah, será que eu também fui assim?”, sentindo isso antes mesmo de conversarmos.

 

– Você sente que perdeu um pouco dessa jovialidade (risos)?

 

Inoue: Eu penso em continuar jovem (risos). Como é de se esperar, meus amigos que têm a mesma idade e estão procurando emprego normalmente nas empresas me dizem que eu não envelheço, porém quando você encontra alguém de 20 anos, a jovialidade é diferente. Mas, passando tempo junto com o Rio, tenho a impressão de que rejuvenesci.

 

– Mas o Komiya disse ser um pouco quieto, então não há um pequeno vão entre isso e a percepção que ele é alguém luminoso?

 

Inoue: Então, no começo ele passava a impressão de não falar muito, a ponto de fazer você pensar que ele é um pouco tímido, mas, conforme você vai falando com ele, seu lado alegre também aparece. Acho que a minha primeira impressão dele ter sido de alguém jovial está relacionado com isso.

 


– Houve alguma mudança na impressão que vocês tinham um do outro após o fim das gravações?

 

Komiya: Eu passei a conseguir confiar nele. Como nós passamos longas horas juntos, e em um período curto de tempo, eu consegui conhecê-lo bem e profundamente. No começo, demora até que eu me torne próximo de alguém, portanto fazer isso em pouco tempo assim e passar a conseguir conversar bastante no set é algo raro.

 

Inoue: Muito obrigado (risos).

 

Komiya: No começo eu estava sempre usando linguagem formal, e mesmo que ele me pedisse para parar, eu tinha dificuldade para largar. Mas agora eu o estou chamando como “Sora-chaaaan”, né?

 

Inoue: Como nossos papéis são de alunos de uma mesma classe, como por base não usar linguagem formal faz as pessoas se abrirem mais e como eu mesmo não ligo para isso, falei para ele parar de usar, porém, num bom sentido, ele ficou bem abusado (risos). Quanto à mudança na impressão, passei a vê-lo como alguém que parece se divertir em tudo o que faz. Tanto no intervalo das gravações quanto no fim delas, chegava ao ponto de eu me perguntar se ele não estaria cansado, pois ele parecia estar se divertindo sempre. Esse lado dele me impressionou muito e mesmo agora que finalizamos as gravações essa impressão é forte. Por isso eu o via pensando que era o tipo de pessoa que consegue se divertir com qualquer coisa.

 


– Terminadas as gravações de todos os episódios, quais aspectos vocês sentem que podem respeitar um do outro enquanto atores?

 

Komiya: Tudo, no geral! Eu penso isso desde a leitura do roteiro. Em relação a tudo, ele reflete primeiro e depois age com nuance. “Por que o personagem tem esse ponto de vista?” Ele chega a pensar em tudo nesse nível e fazer as coisas de maneira séria. Eu ficava pensando que gostaria de imitá-lo – foi de fato um aprendizado. Eu realmente fiquei feliz por ter conseguido conhecê-lo através desta obra, pois tudo se tornou um aprendizado, desde sua comunicação com o diretor e com a equipe, até sua forma de estar no set; tanto durante sua atuação quanto fora de cena, enquanto ser humano, houve várias coisas para aprender.

 

Inoue: Que bom ouvir isso. Muito obrigado (risos).

 

Komiya: (Sobre ser elogiado) Eu também estou esperando, hein (risos).

 

Inoue: Para mim, é esse lado dele, que eu não tenho, de conseguir se divertir. Eu também gosto demais deste trabalho e, fundamentalmente, me divirto, mas ele parece estar sempre nesse estado. Acho maravilhosa esta forma de encarar o trabalho em que você realmente se diverte, pois ela transmite fortemente esse sentimento para as pessoas ao seu redor. Além disso, ele é bom em entrar no personagem. Eu sou ruim nisso.

Por exemplo, em cenas de choro, eu preciso de um tempo antes delas. Dentro de mim, eu me lembro apropriadamente da cena anterior e penso que antes tinha uma determinada emoção e agora vai passar para outra. Em uma cena na qual se fica triste e chora, se eu não ficar triste antes, não consigo interpretar. Mas ele fica rindo. As formas de lidar com a atuação são diferentes dependendo de quem as faz, porém eu ficava olhando me perguntando se estaria tudo bem. Mas, uma vez que chegava a hora de fazer a cena, de repente a expressão dele mudava completamente e sua força de concentração para conseguir entrar no personagem, ou melhor, seu “poder explosivo”, o qual ele conseguia colocar para fora todo de uma vez, era extremamente fascinante.

 

Komiya: Muito obrigado!

 

– Você tinha consciência de estar entrando no personagem assim?

 

Komiya: Não tinha, não. No momento exatamente anterior ao da gravação das cenas de choro, eu ficava conversando com a equipe, morrendo de rir, mexendo com o Micchan e, quando diziam “Atenção, gravando!”, eu entrava imediatamente no personagem. Mas acontece de eu mesmo precisar relaxar um pouco antes para conseguir enfrentar as cenas sérias, de choro ou emocionais. No passado, já passei algumas vezes pela situação de querer chorar e não conseguir por ter ficado triste antes e ter me acostumado com a emoção. Como ficou mais fácil para eu fazer variando as emoções e entrando no clima da cena, chorando quando deveria chorar etc, apenas nos momentos apropriados, ultimamente estou sempre fazendo isso. Acho que é mais fácil atuar quando no momento exatamente anterior você está dormindo ou numa emoção oposta ao que vai fazer.

 


Ambos leram o roteiro chorando... O aspecto adorável que você entende ao ver até o último episódio

 

– Falem-nos sobre os pontos de destaque desta obra.

 

Inoue: Há várias cenas de chuva e isso me deixou impressionado. É como se ela estivesse transmitindo algum tipo de presságio. Há muitas cenas nas quais você pode pensar na chuva como se fossem lágrimas. Por causa do som da chuva, eu consegui entrar melhor no meu papel e atuar. Para além das de chuva, como gravamos realmente dando atenção mesmo às cenas normais, as imagens estão muito bonitas.

 

Komiya: É uma beleza diferente das obras que foram feitas até agora para o Dorama Shower. Eles não se apaixonam normalmente apenas – o próprio Kōichi sofre um acidente de trânsito e fica em um estado no qual continua vivo embora seu coração tenha parado e os dias seguintes a isso são muito importantes para os dois. Eu acho que esse lado extraordinário é algo especificado destes romance e dorama: não é apenas uma história de amor juvenil. Acho que se você a projetar sobre si mesmo e refletir sobre ela, é uma obra em relação à qual realmente não há como evitar chorar muito.

 

– Deixaram-me ler o roteiro de todos os episódios e realmente só de o ler eu já chorei.

 

Inoue: Pois é.

 

Komiya: Foi incrível. Desde a nossa leitura do roteiro, né?

 

– Vocês também leram chorando?

 

Inoue: As lágrimas realmente saíram. Mas, como seria um problema se nós nos emocionássemos muito ali e na hora de gravar as lágrimas não saíssem, quando meus olhos começavam a lacrimejar, eu lia segurando minhas emoções um pouco.

 

– E o episódio oito foi golpe baixo, hein!

 

Inoue: É verdade.

 

Komiya: Foi golpe baixo! Como também há histórias por trás dos personagens que você só entenderá se vir até o fim, gostaria que o público visse tudo sem falta.

 

– Além disso, a cena do beijo no terceiro episódio parece ter sido feita com calma, bastante tempo e meticulosamente.

 

Inoue: Nós conversamos bastante durante as gravações. Nós dois fizemos bastante a leitura do roteiro, comparando e ajustando.

 

Komiya: Eu fiquei nervoso e, por mais que quisesse me aproximar, não conseguia. Acho que esse nervosismo da primeira vez lembra o que sentimos na realidade. Eu gostaria que a audiência que está assistindo também ficasse junto com o coração palpitando vendo o momento até que o beijo aconteça também. Foi pensando nisso que eu fiquei olhando completamente apenas para o Micchan.

 


– Então, do ponto de vista um do outro, contem-nos qual lado vocês sentem que é adorável nos papéis que seu parceiro interpreta.

 

Komiya: O lado tsundere do Micchan. Quando eles vão para o acampamento ou para a casa dele, quando eles estão lado a lado, o que ele está pensando e a forma como se comporta são completamente diferentes. Como o roteiro vem com as instruções de cena e os monólogos, dá para entender, mas se fosse uma situação real em que ele estivesse ao seu lado, neste momento não daria para entender, porém, ao saber o que ele estava de fato pensando, você passa a acha-lo extremamente fofo e adorável. No acampamento, quando eles estavam montando a barraca também, eu o achei adorável.

 

Inoue: O Kōichi é muito sincero. Eu achei muito adorável essa sinceridade, que o Mitsuru definitivamente não tem, na qual suas emoções aparecem em todas as suas palavras e expressões. Porém, creio que vocês entenderão se virem até o final, isso se tornou uma espécie de ataque para ele e há ainda uma outra razão para isso escondida que fará sentido mais tarde. Mas mesmo que haja uma razão por trás, acho que esses sentimentos dele são reais, por isso esse seu lado é adorável.

 

– Aguardarei ansiosamente até o último episódio. Muito obrigada!

sábado, 1 de fevereiro de 2025

ENTREVISTA: SAITŌ ARATA E ORIYAMA NAŌ FALAM SOBRE TAKARA-KUN TO AMAGI-KUN


Takara-kun to Amagi-kun é o terceiro BL da faixa Dorama Shower, criada pela MBS em parceria com a KADOKAWA. Ele foi exibido entre agosto e outubro de 2022, com um total de oito episódios, e conta a história de amor dos dois personagens, estudantes do Ensino Médio, cujos nomes servem de título à obra.

Sendo bem sincero, este foi um dos piores BLs que eu já vi na minha vida. Das obras japonesas, certamente é o pior. Sem concessões. Tudo é tão artificial, tão pedestremente escrito, tão mal ajambrado, que senti como se estivesse tendo um sonho febril. A única coisa que se salva neste dorama são os personagens secundários de maior destaque: Katori e Tanaka. O resto...

Além de ter detestado a história, a entrevista que peguei para traduzir estava no site Drama & Movie da ORICON NEWS que é muito pesado, muito mesmo. Tentei acessar algumas vezes pelo notebook, mas ficou travando. Resultado? Tive de traduzir com o arquivo do Word aberto no meu notebook e olhando para a tela do celular. Isso só me irritou ainda mais.

Por outro lado, a entrevista em si é interessante. Talvez um dia eu escreva uma resenha explicando os motivos pelos quais não gostei da história. Até pensei em fazer aqui na introdução do texto, mas fui pensando, pensando e ficaria muito longo colocar todos os problemas neste espaço. Já está longo agora, aliás.

Enfim, sem mais delongas. O original em japonês está aqui. Só tinha uma imagem lá, então procurei algumas outras para quebrar um pouco em partes a entrevista porque ela é de fato muito comprida. Achei que daria umas cinco páginas e no final foram oito. Segue a conversa:

 


Satō Arata do IMPACTors & Oriyama Naō do Shōnen Ninja – Takara-kun to Amagi-kun – “Companheiros de batalha” que conseguiram superar os obstáculos apoiando-se mutuamente (entrevista)

 

Satō Arata e Oriyama Naō, dos grupos populares da Johnny’s Jr IMPACTors e Shōnen Ninja, respectivamente, protagonizam o dorama atualmente em exibição Takara-kun to Amagi-kun. Satō interpreta Takara – um garoto que, apesar de fazer parte do grupo dos populares da classe, tem baixa autoestima – e Oriyama interpreta Amagi, um estudante do Ensino Médio que, embora simples, é fofo e puro. Os dois fazem uma boa interpretação neste Boy’s Love agradável e doloroso. A ORICON NEWS realizou uma entrevista com esses dois que debutaram ao mesmo tempo e se tornaram “companheiros de batalha” através das gravações e perguntou a eles sobre histórias de bastidores nos locais de gravação regionais em pleno verão e sobre o que pensam um do outro.

 

Mesmo sendo apenas um ensaio... Esclarecendo a verdade do “incidente do beijo” – “Eu avancei demais devido ao meu nervosismo”

 

– Primeiramente, o que vocês pensaram quando ouviram que iriam atuar juntos pela primeira vez com alguém com quem haviam debutado?

 

Satō: Nós entramos juntos no mundo do entretenimento, mas, após fazer o teste e trabalhar duas ou três vezes juntos, logo nos separamos, então não imaginei que fôssemos atuar no mesmo projeto. Quando ouvi do meu agente pelo celular, respondi “Hã, Oriyama!?” (risos) com uma voz bastante alta na plataforma da estação. Eu avisei para os membros do meu grupo também e, ao falar que faria com o Oriyama, como já havia muitos entre eles com quem já havia atuado juntos, disseram coisas como “É sério!?”, “É uma combinação inesperada” e “Dê o seu melhor”.

 

Oriyama: Eu fiquei cheio de expectativas. Mais para o começo, nós fizemos trabalhos juntos, porém justamente porque ultimamente tomamos caminhos diversos, não conseguia conceber muito que trabalharíamos juntos. Estava ansioso para ver como a situação seria. Ao começar as coisas de fato, percebi que o Arata era exatamente o mesmo de quando o conheci, não tendo mudado em nada. É um Satō Arata que surgiu em uma circunstância completamente nova, então fiquei com uma boa sensação de nervosismo. A tensão de quando fizemos o teste inicial ressuscitou.

 

– O que vocês pensam sobre ambos estarem carregando a responsabilidade de serem protagonistas?

 

Oriyama: Eu fiquei feliz. Porque desde o meu primeiro ano do Fundamental II, ficava sempre visitando santuários, pedindo para protagonizar um dorama.

 

Satō: Que fofinho (risos).

 

Oriyama: De lá passaram-se seis anos e finalmente cheguei até aqui. Eu tive a experiência de protagonizar o dorama Yarō-gumi (Koi no Yamai to Yarō-gumi) com várias pessoas, porém atuar em uma história com 8 episódios em duas pessoas assim me deixou extremamente feliz. Não houve pressão no geral e eu interpretei pensando como se o Katori interpretado pelo Suzuki Kōsuke fosse o protagonista. Nesta obra, os personagens de todo mundo estão bem delineados e são todos engraçados e interessantes. Mais do que pensar que eu era o protagonista, vi esta obra como um trabalho conjunto, feito não apenas pelos atores, mas também pelos operadores de câmera, pelos iluminadores, pelo diretor etc. Eu não tive a impressão de estar na linha de frente, mas atuei como se uma câmera estivesse filmando meu dia a dia.

 

Satō: Eu também, quando ficou decidido que eu seria o protagonista, em vez de ficar sentindo uma grande pressão, simplesmente fiquei empolgado com a notícia. Como gosto de mangás e animês, ao decidirem que eu estaria envolvido com um projeto baseado em uma obra original, fiquei muito feliz. Porém, a partir daí, a pressão foi gradualmente se impondo. Por isso, mais do que imaginava, eu não fiquei muito tenso e, sim, o que teve mais força em mim foi justamente essa felicidade simples.

 

A declaração de amor foi tão abrupta...

– O que vocês dois sentiram quando viram que a obra na qual atuam juntos é um BL?

 

Oriyama: O Satō estava sempre com o coração acelerado (risos). Na hora de beijar também, ele estava sempre neste estado. Talvez por nós termos começado juntos ou por termos conversado bastante, eu não fiquei nem um pouco assim. Como ele interpreta de forma comovida, estava sempre com o coração batendo rápido. Nos ensaios, embora o diretor também dissesse que não precisava ter beijos, ele vinha para me beijar. Se chega nesse nível, você se pergunta se a pessoa não estaria apaixonada por você (risos).

 

Satō: Como meu nervosismo tomava demais o controle, eu não conseguia ouvir nem um pouco a voz do diretor dizendo que aquilo era um ensaio. Então, acabei beijando de fato. O Oriyama ficou irritado comigo, mandando eu parar com a palhaçada.

 

Oriyama: Porque disseram que não tinha problema ficar sem beijar (risos). Porque nossos lábios se tocaram completamente!

 

Satō: Isso aconteceu porque eu já não estava escutando as instruções. Desculpe-me (risos).

 

O lado novo que descobriram mutuamente através da atuação juntos – “Ele tem um lado assim.” “A imagem que eu tinha dele mudou.”

 

– Vocês dois têm uma relação muito boa. Houve alguma mudança na impressão que tinham um do outro antes e depois que atuaram juntos?

 

Oriyama: Eu não tenho muitas lembranças do passado, porém, de qualquer forma, no início nós estávamos dando a nossa vida para conseguir sobreviver. Sempre entrávamos em contato para falar de trabalho: “Você foi chamado para trabalhar nisso?”, “Eu não fui chamado”; era essa sensação de tensão. Por isso, como até ali ainda não havia visto sua natureza humana propriamente dita, ou melhor, a essência do “Satō Arata”, ao atuarmos juntos, pela primeira vez descobri vários lados dele.

 

Satō: Pelo canal do Youtube do Shōnen Ninja, eu peguei um pouco da ideia de como cada um deles é no geral. O Oriyama passa uma imagem forte de alguém bastante calmo e bem resolvido, mas que, na hora de brincar, brinca muito, e é engraçado, fazendo pensar que ela era alguém difícil de alcançar. Porém, uma vez que você converse com ele, é uma pessoa extremamente gentil, que ouve você com atenção. Minha imagem dele mudou um montão.

 

– Vocês debateram suas cenas ao avançar nelas?

 

Oriyama: Debatemos bastante. Como foram passadas bastantes partes nas quais não havia falas também, nós dois fizemos a distribuição de papéis. O Takara do ponto de vista do Arata e o Takara do meu ponto de vista eram bem diferentes. Como não sabíamos o que fazer, conversamos com o diretor, lemos a obra original. Porém, como é esperado, há partes do mundo 2D as quais, por mais que você queira reproduzir no mundo real, não consegue fazê-lo por completo. Foram essas partes que nós conversamos bastante sobre o que fazer. Cenas de kabe-don, para onde direcionar a câmera etc, foi difícil, né?

 

Satō: Sim, sim. Isso aconteceu.

 


– Vocês ultrapassaram esses problemas juntos, né?

 

Satō: Nós somos companheiros de batalha.

 

– Então, em relação aos personagens que vocês interpretam, vendo do ponto de vista de um parceiro, há alguma parte que vocês sintam que um e outro se parecem?

 

Satō: Falando simplesmente, é a aparência externa. Quando estávamos atuando de fato também, eu ficava pensando que o Amagi estava ali e, quando vi o trailer, pensei mais ainda que era ele. Mesmo lendo os comentários que fez para a imprensa, eu sentia como se o Amagi realmente tivesse escrito. O seu visual, o tom de sua voz que passa uma sensação de transparência, de estarmos ouvindo uma narração, isso tudo me fazia pensar que era o Amagi. Além do uso da obra em seu formato original, através do seu modo de atuar para corresponder ao clima de um mundo 3D, ele conseguiu interpretar corretamente o Amagi.

 

Oriyama: A personalidade, ou melhor, a forma de ver o mundo do Arata e do Takara são extremamente parecidas. Seu lado quieto é extremamente quieto, mas, na hora que quer falar algo, ele fala da maneira apropriada. Nessas coisas eles se parecem. Suas variações de humor são iguais às do Takara. Nós tentávamos gravar fazendo esses links. Acho que a sensação de tensão é parecida.

 

– Vocês sentem essas semelhanças com seus personagens que estão apontando um do outro?

 

Satō: Mas o Takara faz parte do grupo dos populares e eu nunca fui parte nem dos restos de um grupo desses.

 

Oriyama: Você fazia parte da multidão, né? Eu também (risos).

 

Satō: Por isso, eu ficava me perguntando como é fazer parte do grupo dos populares. A atitude do Takara é ruim, mas ficava me perguntando como poderia fazer para ficar parado como um garoto popular ou como é a percepção de uma pessoa popular quando ela está entrando na sala de aula.  Atuei pensando um monte de coisas. Se consegui ou não, eu não sei (risos).

 

Oriyama: No começo, quando li a proposta da história, vi que estava escrito na parte das características do Amagi que ele é “reservado” e pensei “aí está!”. Isso porque eu também sou reservado (risos). Porém, ao experimentar ler o roteiro, percebi que ele era extremamente entusiasmado. Mesmo quando eu de fato atuei como ele, vi que realmente sua empolgação era muito grande e o diretor também seguiu nessa linha, então houve bastantes cenas com um entusiasmo alto. Mas, da mesma forma, ele é alguém que, na hora de ficar para baixo, realmente fica para baixo. Esse lado também é muito parecido comigo (risos).

 


Grato por uma existência com a qual consegue compartilhar tudo, mesmo as dificuldades – “Só por estar ao meu lado”, “Suporte ao meu coração”

 

– Como cada um de vocês preparou os papéis desta obra?

 

Satō: O Takara é alguém calmo e centrado, mas isso é uma imagem construída por ele ou é algo feito naturalmente? Se lhe pedissem uma selfie repentinamente, que tipo de pose ele faria? Eu fiquei tentando imaginar essas coisas. O que acabei de falar sobre a forma de entrar na sala também tem a ver com isso. O quanto de confiança em si mesmo ele tem? Pensei várias coisas. Ele está ciente de fazer parte do grupo dos garotos populares ou não está? Fiquei matutando dentro da minha cabeça sobre esses elementos.

 

Oriyama: Eu sou o tipo de pessoa que faz, no set de gravações, tudo que é fora do básico.

 

Satō: A impressão foi essa mesmo (risos).

 

Oriyama: (Na região litorânea que fizemos as gravações) À noite, eu estava sempre fazendo caminhadas. Andava por toda a cidade, pensando que era naquele local que o Amagi vivia e, no intervalo das gravações também, dava voltas pela escola, pensado “aqui ele assiste às aulas, e aqui também ele converse com o Takara talvez”. Enquanto imaginava essas coisas, o Amagi entrou em mim naturalmente.

 

Satō: É nesse sentido que nossas formas de atuar talvez sejam um pouco diferentes. O Oriyama é um gênio!

 

– Através das gravações, o que vocês sentiram que é a parte charmosa um do outro?

 

Satō: Ele é realmente um profissional. Quando nós tínhamos que gravar de repente a cena do clímax do dorama, o Oriyama, mesmo nas cenas nas quais deveria chorar de repente, chorava muito! Eu me perguntava como ele havia conseguido trazer esse sentimento assim. Ele fazia de maneira apropriada as coisas que o diretor pedia, na hora que ele pedia. Mesmo atuando enquanto pensava o quão incrível e espetacular esse cara é, eu só ficava recebendo seu estímulo. É em um nível que você acaba querendo perguntar o que ele está pensando no instante em que entra no personagem. Simplesmente espetacular.

 

Oriyama: Mas a cena que você teve mais dificuldade foi justamente a primeira, não? Sua dicção, o momento correto de olhar para trás, essas coisas levaram algumas tentativas para dar certo, mas, fora isso, foi tudo perfeito. Isso porque você estava o tempo todo em comunicação recíproca com o diretor, com uma taxa de sincronização no nível da Unidade Evangelion 01 (risos), quase não precisando de correções. Você estavam pensando igual nesse nível.

 

Satō: (Risos) De fato, na segunda parte (as correções) diminuíram consideravelmente.

 


– Acho que houve muitas cenas de vocês dois juntos durante as gravações. Há algo que queiram agradecer novamente um ao outro ou algum episódio em que sentiram que foram ajudados pelo parceiro de cena?

 

Satō: Como nós compartilhamos todas as cenas duras de fazer e complicadas, só de ele estar ao meu lado, eu já ficava satisfeito. Se eu estivesse lidando com esses problemas enquanto protagonista solo, se fosse meu eu de agora, não sei como as coisas teriam saído. Foi um suporte para mim o fato de ter protagonizado em dupla e compartilhado as mesmas durezas e dificuldades com alguém que entrou no mundo do entretenimento no mesmo período e com quem tenho mais familiaridade. Só isso já foi encorajador.

 

Oriyama: É justamente por termos entrado no mesmo período que foi fácil tirar dúvidas com ele. O Arata se preocupa bastante com as condições físicas dos outros. A equipe do set também era muito gentil e todos os dias se preocupava comigo, porém o Arata vinha e perguntava junto com eles se eu estava bem. Em meio às gravações em pleno verão, nós tínhamos essa relação em que conseguíamos perguntar um ao outro se estávamos bem. Claro, talvez outras pessoas também consigam ter esse tipo de comunicação, porém justamente por entrarmos na mesma época isso talvez seja mais forte entre nós. Virou um suporte para o coração.

 

Satō: Como o Amagi tem variações intensas de emoções, quando acabávamos de gravar uma cena na qual ele chora de repente ou na qual a tensão fica alta de repente, já tínhamos de gravar outra cena em que ele estava alegre logo em seguida. Por isso, acho que psicologicamente era tanto um papel extremamente cansativo quanto um papel que demandava energia, então fiquei muito preocupado.

 

Oriyama: Houve várias cenas assim. As lembranças familiares amargas do Amagi; uma história em que, embora fosse de se esperar que seria muito agradável e popular, há sofrimento; e também o fato da natureza da relação entre o Takara e o Amagi não encaixar direito. Como há todos esses componentes que revelam a profundeza dessa obra, nesse sentido foi uma batalha dura, porém aprendi bastante.

 

– Por último, do ponto de vista de vocês, quais são os pontos de destaque dos personagens?

 

Satō: O Takara diz coisas que eu normalmente não diria. Se fosse eu, não faria a escolha de palavras dele etc. Acho que as pessoas que são meus fãs ou fãs do IMPACTors e as pessoas que me conhecem podem se divertir com isso.

 

Oriyama: Quando o Amagi atinge o pico de uma situação, há momentos em que ele entra em uma tensão incompreensível. Como eu sou o oposto disso, foi bem difícil atuar (risos). Gostaria muito que as pessoas prestassem atenção nesse aspecto também.

 

Todos os oito episódios desta obra serão exibidos no Dorama Shower, uma nova faixa de transmissão limitada a um ano da MBS, todas as quintas-feiras, a 1h29 da madrugada. Serão transmitidos também da TV Kanagawa, às quintas-feiras, a 1h00 da madrugada. Além delas, também serão exibidos nos canais Chiba TV, Television Saitama, Tochigi Television e Gunma Television. Em transmissão online nas plataformas TVer, MBS Dōga-izm e GYAO! atualmente.

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