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TODOS OS DORAMAS BL JAPONESES (LISTA)

Lista de todos os doramas BL lançados no Japão, com suas respectivas datas de estreia. Os que tiverem entrevistas com os atores traduzidas a...

domingo, 23 de fevereiro de 2025

TERCEIRA ENTREVISTA COM ITŌ ASAHI E MUTŌ JUN SOBRE FUTTARA, DOSHABURI


Na última quinta-feira (20), saiu o episódio final do dorama Futtara, Doshaburi ~ When it rains, it pours. Eu jurava que seriam dez, fiquei espantando quando li “episódio final”, mas no fim foram apenas oito.

Comentei no Twitter que mesmo Old-Fashioned Cupcake, meu BL japonês favorito, tem um capítulo do qual não gosto. Porém Futtara foi redondinho, não teve um ruim. E eu ainda fiquei querendo ler o romance original no qual ele é baseado. É mais uma joia do Japão para o mundo.

Enfim, quando estava, na quinta, traduzindo a entrevista de Jack o’ Frost, que demorei bem mais dias para fazer do que o meu normal, qual não foi minha surpresa ao ver que o Otajo havia acabado de postar uma nova com os protagonistas do BL que estava para acabar. Pelas perguntas, dá para ver que ela aconteceu faz tempo, mas só foi postada nesse dia.

Eu não pretendia traduzir mais nada com os atores. Já havia feito duas traduções e no geral as perguntas e as respostas são sempre as mesmas. No entanto, por ser em um site que sempre uso, resolvi colocar em português. A fotógrafa é novamente a Soga Mime. E reforço mais uma vez que só pego algumas fotos do artigo original. Caso queiram olhar o resto, peço que vejam o site em japonês. O texto está na mesma ordem do original; as imagens, não. Espero que gostem.

 


Itō Asahi X Mutō Jun – Apaixonável também na vida real!? – “Eu quero passar um dia inteiro com ele” Dorama BL Futtara, Doshaburi: Entrevista com ensaio fotográfico

 

Entregamos para vocês uma entrevista com ensaio fotográfico de Itō Asahi e Mutō Jun, que protagonizam Futtara, Doshaburi – atualmente em exibição na faixa Dorama Tokku da MBS –, BL que chega ao seu clímax com seu último episódio diante de nossos olhos.

Após serialização na revista de romances online fleur (KADOKAWA), a história ganhou publicação impressa em 2013 e, em 2018, teve nova edição colocada à venda pela Dear+ da Shinshokan. A obra BL representativa de Ichiho Michi – Futtara, Doshaburi ~ When it rains, it pours –, que lida com o amor e sexo de adultos, ganha uma adaptação em dorama live-action na faixa Dorama Tokku da MBS.

Através de um e-mail enviado por engano, Hagiwara Kazuaki (Mutō Jun), que trabalha em uma produtora de eletrodomésticos, passa a manter contato com um “companheiro desconhecido”. Porém, este era Nakarai Sei (Itō Asahi), que trabalha na mesma empresa e entrou no mesmo período.

Como se estivessem sendo guiados por algo, estes dois que carregam a aflição de uma vida sem sexo começam uma relação secreta em que mandam mensagens um para o outro. Ganha vida uma paixão de adultos que são manipulados por amor e desejo.

Quem interpreta Hagiwara Kazuaki, que está em aflição por sua vida sem sexo com sua namorada (Kaori) com quem cohabita, é Mutō Jun (GNJB).

E quem interpreta Nakarai Sei, que sofre por estar apaixonado por Fujisawa Kazuaki – seu amigo de infância com quem mora junto –, mas ser rejeitado sexualmente por ele, é Itō Asahi.

Esta é uma obra sobre a atração mútua entre esses dois que carregam uma aflição um pouco difícil de expressar. Itō leu o romance original e sentiu que ele é “sensível e a descrição psicológica dos personagens é muito bela”.

Perguntamos sobre seus papéis, a impressão que têm um do outro, o que querem fazer agora que estão mais próximos etc!

 


– Com o original sendo um romance e esta sendo a primeira adaptação visual, como vocês sentem que vão ficar as imagens que estão gravando neste momento?

 

Itō: Quando filmamos uma cena de chuva pela primeira vez, eles nos mostraram no monitor. Não quero me gabar, mas achei que elas ficaram bem bonitas (risos). Conforme está no título, a chuva também é um dos temas, por isso, como é de se esperar, as cenas nas quais está chovendo estão saindo especialmente belas.

 

Mutō: Como é uma história em que cada uma das relações humanas é importante, há a diferença entre o rosto que o Sei mostra para o Kazuaki e o lado que ele mostra para o outro Kazuaki, assim como há o rosto que meu personagem mostra para sua Kaori e a forma como ele se comporta quando está trabalhando normalmente na empresa. Penso que dá para ver várias expressões.

 


– Vocês haviam comentado como a obra original também é sensível. Houve alguma parte na qual vocês sentiram essa sensibilidade durante as gravações?

 

Itō: O Sei interpretado por mim não é um papel muito fácil de entender. Eu também, desde que li pela primeira vez, senti que era um personagem um pouco difícil de compreender. Ele tem um lado direto, fala sinceramente o que quer falar, mas, por outro lado, também tem momentos em que se fecha completamente e essa separação é algo que eu fui fazendo enquanto o analisava.

 

Mutō: Até o momento, eu tive a experiência de fazer teatro e a atuação nos palcos e em doramas, como seria de se esperar, é diferente. Justamente por ser uma obra de cunho mais realista como esta, a forma de dizer as falas também é algo que aproximei do meu verdadeiro eu. A forma de expressar isso é algo que fiz conversando com o diretor e tentando por mim mesmo, procurando o melhor jeito.

 

– Que aspecto vocês mantiveram em mente na hora de construir seus respectivos papéis?

 

Itō: Houve alguns pontos da obra original que me incomodaram e, mesmo relendo algumas vezes, para ser sincero não consegui entender até o primeiro dia de gravações. No começo eu tive uma cena com o outro Kazuaki (Matsumoto Hiroki) em que só consegui entender uma coisa depois que havíamos filmado de fato a primeira cena.

O Sei, como é de se esperar, possui muitas partes que não se consegue compreender, tem um lado que gosta de depender das pessoas que ama, diz coisas para testar um pouco os outros – a diferença na sua forma de se conectar com os outros é complexa. Pessoas um pouco solitárias testam algum tanto os outros para aumentar seu valor próprio, tentam de alguma forma depender deles, constroem uma parede enorme para barrar aqueles por quem não têm interesse. Eu fiquei pensando que esse tipo de pessoa de fato existe, que eu também tenho meus momentos assim, que já agi desse modo no passado e fui conectando esses vários pontos e construindo o papel.

 


Mutō: Acho que esta é uma obra em que a sensação de distância entre as pessoas é muito importante. Misteriosamente, embora sua parceira esteja fisicamente próxima, ela se tornou uma existência com a qual ele não consegue abrir seu coração. Porém, por e-mail em que o parceiro está fisicamente afastado, ele consegue falar facilmente e de maneira normal sobre seus sentimentos. É dessa sensação de distância que falo. Eu a mantive muito em mente tanto em relação ao Kazuaki e ao Sei, quanto em relação à Kaori e ao Kazuaki e, antes das gravações, conversamos sobre o que poderia ter acontecido anteriormente entre meu personagem e a Kaori.

 

– Do seu ponto de vista, Itō, como o Mutō está se saindo com o primeiro protagonista dele?

 

Itō: Ele está atuando de maneira magnífica.

 

Mutō: Que bom ouvir isso (risos)!

 

Itō: A primeira vez em que gravamos juntos foi em uma cena na qual eu o afasto de repente (risos). Por isso eu fiquei fazendo isso livremente e ele sempre com a carinha do Kazuaki me perguntando o porquê (risos).

 

Mutō: Mas eu realmente achei que sua expressão gentil e a sensação que o Sei passa – de ter algo inescrutável e que te faz querer saber o que ele está pensando – de ser alguém de alguma forma viciante são duas coisas que estão muito bem misturadas juntas.

 

Itō: Muito obrigado (risos). Eu acho que você ficou perfeito como Kazuaki também.

 


– É a primeira vez que vocês atuam juntos. Contem-nos suas impressões um do outro.

 

Itō: A primeira vez que nos encontramos foi no momento da leitura do roteiro e eu achei que ele combinava muito com o Kazuaki. Como ele é um pouco absorto, ou melhor, tem um lado fora do comum (risos), pensei que esse lado ajustava bem com o Kazuaki e, desde quando conversei com ele pela primeira vez, achei que seria a partir disso que o Sei iria amá-lo. Como ele começa a amar de repente o Kazuaki a partir de um mundo no qual só existia o outro Kazuaki, eu estava ansioso para saber, até o encontrar, que tipo de pessoa ele seria, porém em um instante percebi que ele era perfeito para o papel e que de alguma forma eu poderia amá-lo. Fiquei aliviado.

 

– O que nele é absorto?

 

Itō: Acho que ele é naturalmente um cabeça de vento? Ele é bem dedicado e, enquanto pessoa, há muito nele de adorável.

 

– Mutō, qual é a sua impressão do Itō?

 

Mutō: Um pouco antes de nos conhecermos, eu estava vendo um dorama seu em exibição no momento, então minha impressão inicial foi “Ele é a pessoa que estava na televisão!” (risos).

Porém eu tinha como o Sei esse componente de querer saber que tipo de pessoa ele era. O tempo que nós passamos juntos ainda é pouco, mas ele passa a sensação de ser um homem viciante, que tem bastante uma aura que te faz querer saber como ele é de fato (risos).

 


– Nesta história, senti que o Kazuaki é devotadamente atencioso e gentil.

 

Itō: De fato, ele muito gentil e, além disso, essa parte do Sei de não prestar atenção nos outros é algo diferente porque o Kazuaki presta atenção de maneira apropriada e se preocupa bem sobre como será visto pelos outros. Como há muito disso nele, li o roteiro achando esse contraste entre os dois interessante.

 

– Na empresa, o Sei não tem muita intimidade com os colegas que ingressaram no mesmo período que ele, mas o Kazuaki procura iniciar conversas e se relacionar ativamente.

 

Mutō: Mas esse é um dos principais componentes o qual nos estimula a querer saber mais sobre que tipo de pessoa o Sei é.

 

Itō: Como eu preciso criar essa sensação nas pessoas, é difícil.

 

Mutō: Não, mas eu acho que você já conseguiu (risos).

 

Itō: Que bom (risos).

 

– Em que parte do Itō você acha que há essa sensação de alguém “viciante”?

 

Mutō: O Asahi passa bastante uma sensação de liderança, no set de gravações ele ficava propondo brincadeiras e também tem um lado engraçado. Por causa dessas coisas, você acaba querendo muito saber que tipo de pessoa ele é e o que pensa.

Na primeira cena que gravamos, disse-me que eu poderia ir com bastante ímpeto. Ele passa essa sensação de irmão mais velho também.

 


– Falando nisso, vocês dois ainda estão na primeira metade da década dos 20 anos, o que acharam de a troca de mensagens ser por e-mail?

 

Itō: Atualmente se usa o LINE, né?

 

Mutō: Realmente, é o LINE.

 

Itō: Porém, como várias pessoas entram em contato comigo para trabalho por e-mail, surpreendentemente eu pude aceitar isso normalmente. Mas, quando li o roteiro, fiquei matutando sobre como eles fariam para dar sentido a essa opção, na era atual. Então, ficou estabelecido que o Sei não usa o LINE e pensei: “Ah, de fato, sendo o Sei, não é estranho que alguém como ele não use o LINE”.

 

Mutō: Mas foi um pouco difícil filmar as cenas nas quais mando os e-mails. Eu não uso comumente o método flick input.

 

Itō: Ah, não usa?

 

Mutō: Não. Por isso, eles me fizeram o favor de filmar de um jeito que parecesse que eu usava (risos).

 


– Caso tenham achado algo fofo em relação um ao outro, digam para nós.

 

Itō: Durante a leitura do roteiro, nós fizemos uma espécie de exercício de atuação. A cena que criaram para atuarmos foi que o Jun me daria um doce e me faria comê-lo. Como estava atuando meio como o Sei, eu recusaria tudo, não importando o que me seria dito.

Ele começou a falar várias coisas esquisitas. Algo como “Se você comer isso com leite, é realmente gostoso”. Ele me atacava com esse tipo de palavras que só poderiam sair de sua cabeça, então era engraçado (risos).

 

Mutō: No meio do caminho eu comecei a imitar esses programas de vendas que passam na televisão de madrugada tipo “Olha a super oferta!”, né? (Risos)

 

– Mutō, há algo no Itō que você achou fofo?

 

Mutō: As fotos para promover o dorama foram feitas em um terraço e, por ser perigoso, ele se preocupou bastante comigo. Pediu para eu prestar atenção no desnível que havia etc. Fiquei muito feliz por sua gentileza.

 

Itō: Eu apareço em doramas desde mais ou menos quando tinha 17 anos e só havia pessoas mais velhas ao meu redor, então não tinha a experiência de estar sempre junto a alguém mais jovem. Esta foi a primeira vez. Junto a ele, eu contava que era irmão mais velho e aproveitava para agir assim. Eu tenho um irmão mais novo.

 

– Então, depois de muito tempo, seu comportamento como irmão mais velho apareceu, né?

 

Itō: Até agora, nas gravações, estava sempre na posição de irmão mais novo, então não tive muito isso de estar o tempo todo com um ator mais novo que eu. Pensando agora, foi de fato estranho.

 


– Como vocês querem que a relação de vocês esteja até o fim das gravações?

 

Itō: Quero ir num restaurante. E também, como nós dois conseguimos estes papéis de protagonistas, quero ter uma relação que não acabe aqui.

 

Mutō: Por ora, quero aproveitar um dia de folga para experimentar passar um dia inteiro junto com ele.

 

Itō: Um dia inteiro!?

 

Mutō: Quero tentar fazer junto com você coisas das quais nós gostamos. Eu gosto de montar bonecos de plástico.

 

Itō: Verdade, esses tempos nós conversamos sobre isso. Eu gosto de comidas saborosas e o Jun gosta de bonecos de plástico, por isso falamos “Então, seria legal se nós passássemos o dia construindo modelos de plástico enquanto comemos algo gostoso”. Sinto que a conversa acabou aí (risos).

 

Mutō: É, né? Seria legal se nós conseguíssemos montar bonecos de plástico. Do que você gosta?

 

Itō: Gosto de videogames. Além disso, quero ir junto ao karaokê. Vi seu vídeo no Youtube em um karaokê e fiquei pensando em como você era bom e que eu gostaria de tentar cantar junto.

 

Mutō: Fico feliz! Vamos lá!

 

Itō: Se nós formos, vamos filmar alguns vídeos e postar os melhores nas redes sociais (risos).

 

– Estarei aguardando por esse anúncio! Por fim, deixem uma mensagem para as pessoas que estão ansiosas por esta obra, por favor.

 

Mutō: É uma história de amor entre adultos controlados por amores não correspondidos e acho que tem um conteúdo realista e com o qual as pessoas conseguem se identificar. Como nós todos estamos nos esforçando para transmitir isso, ficaria feliz se as pessoas se sentissem tocadas pelo dorama.

 

Itō: Realmente há muitas pessoas que carregam as mesmas aflições e o conteúdo desta obra pode chegar até elas. Como há também a parte realista, que os doramas comuns não mostram, nas falas e nos gestos, gostaria que as pessoas assistissem a isso se divertindo.

 

– Muito obrigada!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

ENTREVISTA: HONDA KYŌYA E SUZUKI KŌSUKE FALAM SOBRE JACK O' FROST


Chegamos à metade das obras da faixa Dorama Shower da MBS. Eu já tinha assistido a Jack o’ Frost quando ele foi lançado entre fevereiro e março de 2023, mas revi agora e posso confirmar a primeira impressão que tive: ele é realmente um dos melhores BLs que o Japão já fez. Além disso, na minha introdução à entrevista com os atores de Takara-kun to Amagi-kun, já havia comentado que a única coisa que prestava naquele BL eram os coadjuvantes. Pois bem, Suzuki Kōsuke, ator que fazia um desses secundários, ganhou o papel de protagonista aqui e, a meu ver, ele foi muito bem. O rapaz é um dos melhores atores dos BLs japoneses.

A entrevista abaixo foi publicada em 30 de março de 2023, quando o último episódio estava para ser transmitido. O link para a matéria em japonês está aqui. As fotos são todas de lá, mas são só algumas e não estão todas na mesma ordem. Recomendo que vejam o resto no site original. O nome da fotógrafa é Soga Mime. Espero que gostem.

 

O dorama BL Jack o’ Frost de Honda Kyōya X Suzuki Kōsuke chega ao final hoje! Time Fumiya? Time Ritsu? O que acham fofo um do outro? Entrevista com ensaio fotográfico para causar palpitação no coração com os dois fazendo poses sincronizadas

 


Entregamos para vocês uma entrevista com ensaio fotográfico do BL Jack o’ Frost, sobre perda de memória, protagonizado por Honda Kyōya e Suzuki Kōsuke, a sexta colaboração entre a faixa Dorama Shower da MBS e o selo de doramas BL Tunku da KADOKAWA, sendo a primeira obra original.

A faixa Dorama Shower da MBS e o selo de doramas BL Tunku administrado pela KADOKAWA patrocinaram uma gama variada de doramas BL e o sexto trabalho finalmente será a primeira obra original deles. Nasce o BL sobre perda de memória feito pelas diretoras, em ascensão, de filme Yasukawa Yuka e Takahashi Natsuki! Os populares e jovens atores Honda Kyōya e Suzuki Kōsuke se lançam no desafio de serem protagonistas.

Esta obra em seis episódios finalmente chegará ao seu final em 30 de março! Perguntamos a Honda Kyōya, que interpreta Ritsu, e Suzuki Kōsuke, que interpreta Fumiya, sobre suas impressões um do outro e outras coisas mais. Divirta-se com o ensaio fotográfico super fofo – no qual os dois fazem as mesmas poses – que acompanha a entrevista!

 

– Esta é a primeira obra original do Dorama Shower. Digam-nos suas impressões ao lerem o roteiro.

 

Suzuki: É uma história dolorosa, mas fiquei muito emocionado. Os dois têm um amor mútuo não correspondido. Ou melhor, o Ritsu certamente gosta do Fumiya e este também gosta daquele, porém ambos não conseguem trazer isso à baila. Mas é algo que quando assistirem, vocês entenderão. Eu fiquei emocionado com esta história em que o ritmo é extremamente lento.

 

Honda: Como foram as próprias diretoras que escreveram o roteiro, quando eu me encontrei com elas depois que o li pela primeira vez, perguntaram-me o que achei. Na época elas só tinham me passado a introdução, mas transmiti com toda sinceridade que o achei muito bom. Na cena em que o Fumiya pergunta se o Ritsu se lembra dele e este responde que não, lembro-me de ter dito para elas que eu li sozinho e meu coração ficou chacoalhado.

 

– Quando vocês ouviram que era uma história sobre perda de memória, o que pensaram?

 

Honda: Como este tópico, com o qual não tenho experiência, era algo muito importante, eu pesquisei bastante e estudei. Mais do que tudo, era preciso considerar que ele não perdeu apenas a memória em um acidente, mas que era algo um pouco particular, ele perdeu somente as memórias relacionadas ao Fumiya, por isso eu conversei com as diretoras sobre até onde ele tinha recordações e, enquanto isso, fui construindo essa parte relacionada à amnésia dele.

 


– O que acharam quando viram as imagens prontas?

 

Honda: Realmente, enquanto parte da audiência, eu senti algo como “Ah, então é assim que ficou!”. Mais do que tudo, o fato de haver abertura, encerramento e trilha sonora dentro do dorama, o fato de terem adicionado música, fez com que a obra Jack o’ Frost ficasse de fato completa e, ao ver isso, fiquei feliz do fundo do meu coração.

 

Suzuki: Desta vez, a começar pela diretora Yasukawa, havia muitas pessoas da equipe deste dorama que trabalham em filmes. Fizeram plano sequência (em que não há muitos cortes), filmaram cuidadosamente levando bastante tempo com a iluminação e fiquei me perguntando qual seria o resultado. É um dorama que nunca foi feito antes, ou melhor, são imagens originais e estou na expectativa para ver como a audiência vai reagir.

 

– Vocês dois já tiveram a experiência de atuarem juntos, mas o que os fez se aproximarem durante as filmagens desta obra em específico?

 

Honda: Nós já participamos de um mesmo projeto, mas como não tivemos cenas juntos, nossa relação era apenas de conhecidos que se cumprimentaram no final das gravações.

 

Suzuki: O que nos deu a chance de nos aproximarmos foi nós combinarmos de repassar juntos todas as falas no primeiro dia no ônibus indo para o local de gravações. O caminho de ida levava duas horas e nós dois ficamos o tempo todo lendo o roteiro. Acho que foi ali que nós nos tornamos parecidos com o Ritsu e o Fumiya.

 

Honda: Talvez tenha sido isso mesmo! Nós realmente fizemos isso, né?

 

Suzuki: Na ida nós dois ficamos sempre lendo as falas e brincando tipo “Você errou a fala, hein (risos)” etc. Foi nisso que ficamos próximos.

 


– Houve alguma mudança na impressão que tinham antes e depois da gravação desta obra?

 

Honda: Quanto a minha primeira imagem dele, simplesmente reparei como ele era uma pessoa que tem pele clara e é estilosa (risos) e, quando experimentei ter uma conversa, ele falou comigo de forma branda e gentil, confirmando a imagem que eu tinha (N. T.: Achei essa fala lamentável. O Japão – e a Ásia, de forma geral – continuam com uma obsessão por peles brancas e associando-as com elegância e civilidade. Recomendo esta série em três artigos publicadas, no segundo semestre de 2020, pela colunista Thalia Harris no site Unseen Japan sobre esse tema). É alguém que cura, ou melhor, acalma a todos, confiável, por isso, estando junto a ele, acho que se tem a sensação de um irmão mais velho que deixa a todos tranquilos. Eu também confiei de fato nele e essa imagem não mudou muito em relação à que eu tinha dele no começo. Conforme pude conhecê-lo melhor, achei-o uma pessoa maravilhosa, e foi com essa impressão que terminamos as gravações.

 

Suzuki: Eu também pensei no quanto a pele dele era clara (risos) (N.T.: de novo, lamentável). Ele é muito estiloso e parece gostar da moda vintage, mas também achei que ele fosse um pouco frio...

 

Honda: Me falam muito isso.

 

Suzuki: Uma vez que você o conheça de verdade, ele é bastante brincalhão, ou melhor, quando o ambiente está animado, ele é muito engraçado. Porém, ele tem um lado estoico e, como havia uma cena em que precisávamos tirar a roupa, ficou por volta de duas semanas fazendo uma dieta baixa em carboidratos e atuando, treinando sem dar um pio de reclamação.

 

Honda: Você poderia parar? Não exagera (risos)! Duas semanas eram realmente o máximo que eu conseguiria fazer (risos)!

 

Suzuki: Como fui eu quem viu esse processo mais de perto, quero que vocês assistam a esse esforço dele (risos).

 

Honda: É porque as gravações se deram entre o final de um ano e o início de outro! Eu me esforcei na medida do possível (risos).

 

Suzuki: Por isso que digo isso. Eu vi de perto sua batalha extremamente árdua. Embora tenha pensado em um primeiro instante que ele era frio e não tinha amabilidade, percebi não só como ele tinha muito esta, como passei de “gostar” para “gostar muito” dele.

 

Honda: Muito obrigado!

 


– Uma vez que vocês tenham atuado de fato, quais foram as partes divertidas e difíceis?

 

Honda: A parte divertida era quando eu lia o roteiro e imaginava que a cena seria de uma determinada forma na minha cabeça, porém ela acabava exigindo um sentimento completamente diferente do que havia pensado. Uma parte em que eu ficasse triste embora não tivesse pensado que ficaria. Em uma cena de briga, achei que deveria ficar com raiva, mas fiquei muito triste, as lágrimas saíram. No momento da performance, quando eu via o Fumiya, aconteceu muito de os sentimentos fervilharem e saírem sinceramente de mim, por isso sou grato a todos da equipe, incluindo às diretoras, que construíram este mundo. Senti que saiu algo completamente diferente do que eu havia imaginado.

 

Suzuki: O estilo deste dorama é o de não causar muito a sensação, nas pessoas que estão assistindo, de que nós estamos atuando e dizendo as falas, mas que está sendo apresentado algo que foi retirado do dia a dia dos dois personagens. Como meu papel é o de alguém que consegue fazer trabalhos domésticos, há muitas cenas em que preparo comida, lavo a roupa, lavo louças etc e achei que seria muito ridículo se, embora retirado do dia a dia, o movimento das minhas mãos fosse muito lento. Por isso, eu quis passar a ideia de que estava acostumado com essas atividades e me treinei com afinco. Isso aparece nas cenas em que preparo a comida e também naquelas nas quais digo as falas enquanto dobro as roupas sem olhar para elas. Como me esforcei, gostaria que prestassem atenção sem falta.

 

– Honda, do seu ponto de vista, como foi esse aspecto?

 

Honda: Queria que ele não fosse tão bom assim (risos). Gostaria que o personagem mostrasse para o Ritsu seu lado que não consegue fazer muito as coisas. Ficava pensando como o Ritsu no sentido de que queria que ele mostrasse seu lado falho sem ficar fazendo pose. Porque esse lado é fofo.

 

– Tanto o Ritsu quanto o Fumiya são personagens charmosos. Qual parte vocês sentem que seus parceiros de cena têm em comum em relação a seus respectivos papéis?

 

Suzuki: O que o Ritsu e o Kyōya têm em comum é o fato de ambos serem bons na forma como eles olham para cima. (N.T.: Isso é considerado uma forma de sedução. É este emoji: 🥺).

 

Honda: Hã, você quer dizer que eu também tenho essa característica? Pode parar, que vergonha (risos).

 

Suzuki: É isso mesmo. Quando eu o chamo e ele vira para mim com esse olhar, às vezes penso “Ah, parece o Ritsu” (risos).

 

– O Ritsu é inocente e adorável, né?

 

Suzuki: É esse lado inocente e adorável que parece com o Kyōya.

 

Honda: O lado parecido do Kōsuke e do Fumiya é que eles lideram como se fossem irmãos mais velhos. Porque, quando ficava ao lado dele, aconteceu bastante de conseguir me acalmar imediatamente. Isso tanto quando nos aproximávamos enquanto Fumiya e Ritsu, quanto quando o fazíamos fora de cena. Era o mesmo sentimento nas duas situações. Conseguir se acalmar de alguma forma não por palavras, mas por estar ao lado dele, isso é algo em comum entre eles.

 


– Em que vocês sentiram que foi bom serem vocês dois a estarem interpretando estes papéis?

 

Suzuki: Eu tive a sensação de estar atuando com duas pessoas, uma o Ritsu do presente que perdeu sua memória, outra o Ritsu das cenas nas quais se relembra o passado. Como era a sensação de ver uma pessoa interpretando dois papéis, eu o via pensando como parecia extremamente difícil. Mas eu achei incrível porque ele conseguia fazer os dois no mesmo dia.

O Ritsu é um papel que demanda habilidades enquanto ator, por isso acho que foi difícil conseguir fazê-lo suavemente assim. Isso é algo esperado de alguém como ele, conseguir interpretar completamente é algo que lembra a genialidade do próprio Ritsu, então achei bom que fosse o Honda Kyōya.

 

Honda: Enquanto Ritsu, quando estava junto do Fumiya, este era uma existência na qual se podia confiar, e eu enquanto eu mesmo, quando estava junto do Kōsuke, sentia que podia confiar nele também, então achei realmente bom, do fundo do meu coração, que fosse ele a interpretá-lo.

 

– Eu não sei quantas pequenas discordâncias os dois personagens de dentro desta obra tiveram até chegar ao estágio do episódio um, porém senti que o Fumiya é a figura do namorado ideal, devotado completamente à outra pessoa, quando é gentil.

 

Honda: Namorado ideal!?

 

Suzuki: Ah, pra ter falado dessa forma, é porque ele discorda de você (risos)! Se fosse na vida real, você não gostaria dele, não é? Se fosse o Honda Kyōya e o Fumiya.

 

Honda: Não, não, não é que eu não fosse gostar dele (risos)... Mas se estivermos falando do ponto de vista amoroso, de fato (risos)... O que será que aconteceria?

 

Suzuki: Você havia me dito que ele é um tipo com o qual você nunca se encontrou, né?

 

Honda: Verdade, eu não conheci muitos tipos como o Fumiya. Mas não sei! Talvez eu tenha encontrado, porém como eu não fico vendo a forma pela qual meus amigos homens conversam e se relacionam com as pessoas que são suas parceiras amorosas, então talvez o Fumiya não seja um tipo especialmente raro.

 

– Mas no comentário oficial que fez antes do início da transmissão do dorama, você disse que o achou puro e amável.

 

Honda: No papel de Ritsu, pensei muito isso! Por esse lado, é realmente assim, mas se eu falo enquanto Honda Kyōya, não sei bem como seriam as coisas (risos). Como Fumiya e Honda Kyōya nunca se encontraram, seria preciso que eles se encontrassem! Quando eu o conheci no papel de Ritsu, obviamente gostei dele!

 

Suzuki: No set a equipe ficou dividida meio a meio, né? Se fosse para ter um namorado, você seria time Fumiya ou time Ritsu...

 

Honda: Verdade! Por isso eu gostaria de saber a opinião do público também!

 

Suzuki: Sinto que eu sairia machucado se fizessem uma enquete (risos).

 


– Dos seus pontos de vista, o que têm em comum com seus respectivos papéis?

 

Suzuki: Acho que esse lado de querer cuidar dos outros é parecido. Eu tenho um irmão mais novo de quem gosto demais e, por isso, fico querendo muito cuidar dele. O Fumiya também tem isso, ele gosta demais do Ritsu e, mesmo sem este pedir-lhe nada, cuida dele. Ele prepara as refeições e se dedica completamente a várias coisas relacionadas ao companheiro. Eu achei esse lado parecido.

 

Honda: O Ritsu é ilustrador. Esse lado artístico que gosta de desenhar, o fato de gostar de moda e vestir roupas coloridas e fofas, o fato de ter um corte de cabelo estiloso, de tudo isso eu tiro que ele certamente é muito exigente. Como eu também sou um ser humano que tem bastante disso, achei que esse lado é algo que nós temos em comum.

 

– Você desenha?

 

Honda: É realmente algo bem recente. Eu comprei um iPad mini e uma caneta! Aproveitei este dorama para começar a desenhar. Pensei em ter a atividade de desenhar como hobby daqui em diante. Eu gosto muito de ir em águas termais e originalmente dava isso como exemplo de passatempo, mas ultimamente consegui ter este novo hobby de desenhar! Tenho adormecido enquanto desenho na cama à noite (risos).

 

Suzuki: A tela de bloqueio do meu smartphone é um desenho feito por ele.

 

Honda: Eu realmente fiz esse desenho durante as filmagens. Como havia cenas nas quais o personagem desenhava, pensei em fazer de fato, em vez de só ficar atuando. Criei-os em tamanho para serem usados como tela de bloqueio e eu mesmo os propaguei para o pessoal da equipe, incluindo as diretoras (risos). Como havia pessoas que diziam preferir um fundo preto, criei nos padrões preto e branco. Por isso, eu quero continuar desenhando daqui em diante também.

 


– Vocês também tiveram cenas atuando com Mori Shūto no papel de Shūji, irmão mais novo de Ritsu. Quais foram suas impressões dele?

 

Honda: Ele é fofo, né? Quando nos deixaram ver seu figurino, eu percebi que eram realmente as roupas do irmão mais novo do meu personagem. Fiquei pensando por aquelas roupas que ele havia recebido a influência de seu irmão mais velho Ritsu. Ele veste roupas muito estilosas e coloridas e pensei que ele devia ter inocentemente se sentido atraído pelo senso estético de seu irmão mais velho, vestindo-se então com essas roupas. Olhava para o Shūji assim, com coração de irmão mais velho.

 

Suzuki: Nos intervalos das gravações, nós ficávamos os três dormindo deitados em uma cama gigante que havia na sala de descanso, né? Os nossos estilos de roupas são completamente diferentes: o Mori usa american casual, o Kyōya usa vintage e eu uso um estilo mais limpo, então os três definitivamente não se justapõem. O Mori usa bastantes acessórios também, ele é muito adepto do american casual. Por isso, nós perguntávamos qual era a marca da roupa um do outro e trocávamos informações que não sabíamos, então foi muito interessante.

 

– Falem-nos sobre os pontos de destaque e os momentos que fazem o coração palpitar.

 

Honda: Acontece de eu também ficar com o coração acelerado quando estou sendo olhado, claro, porém, se fosse para escolher, diria que tenho mais palpitações quando vejo a pessoa de costas. No instante no qual ela está se movimentando, cozinhando alguma coisa etc. Além disso, como seria de se esperar, acho que as pessoas ficarão com o coração acelerado ao assistirem aos dois pensando um no outro. Como há muitas cenas desse tipo, tenham muitas palpitações, por favor (risos).

 

Suzuki: Acho que é um dorama o qual tanto pessoas que gostam de BLs quanto pessoas que estão vendo pela primeira vez podem apreciar. Um momento que faça o coração palpitar talvez seja aquele no qual eu lambo o creme. Não há muito isso, né? Você já viu esse tipo de cena?

 

Honda: Não (risos).

 

Suzuki: Dou uma lambidinha. Fui eu quem fiz, porém, como nunca vi ninguém fazendo isso, esse é um ponto de destaque que eu gostaria que o público ficasse empolgado para ver enquanto pensa em como ficou o resultado.

 

– Durante as gravações, que lado vocês acharam fofo um do outro?

 

Honda: O Kōsuke separa bem seu trabalho de sua vida privada. Quando chega de manhã, ainda está bem no modo de descanso. Ele fica fofo de óculos (risos). Como é uma aparência que certamente não foi muito vista pelo público geral, fico meio “Eu consigo ver esse lado deeleee. Foi mal, pessoal!” (risos).

 

Suzuki: Como é de se esperar, o senso estético do Kyōya é muito apurado, então ele lava bastante o rosto. Quando está fazendo limpeza facial, ele usa uma... toalha?

 

Honda: Faixa para cabelo (risos).

 

Suzuki: Essa imagem dele com a faixa para cabelo faz o coração ficar acelerado (risos). Pergunto-me se é assim que ele fica em casa. É adorável.

 

– Muito obrigada por esta conversa divertida. Aguardarei ansiosamente o último episódio!


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